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domingo, 3 de julho de 2011

Mistérios da Vida de Cristo




Muitas coisas que interessam a curiosidade humana acerca de Jesus não figuram no evangelho. Quase nada é dito sobre a vida de Jesus em Nazaré, e mesmo uma grande parte de sua vida pública não é relatada.
O que foi escrito nos evangelhos foi para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais a via em seu nome(Jo 20,31). Os Evangelhos foram escritos por homens que estiveram entre os primeiros a ter fé e que queriam compartilhá-la com outros. Depois de terem conhecido a fé quem é Jesus puderam ver e fazer ver os traços de seu mistério em toda a sua vida terrestre.
Por meio de seus gestos, de seus milagres, de suas palavras, foi revelado que “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”.
Tendo Nosso Senhor se feito homem para cumprir a vontade do Pai, os mínimos traços de seus mistérios  nos manifestam “o amor de Deus por nós”.
Toda a vida de Cristo foi um continuo ensinamento: seus silêncios, seus milagres, seus gestos, sua oração, seu amor ao homem, sua predileção pelos pequenos e pelos pobres, a aceitação do sacrifício total na cruz pela redenção do mundo, sua ressurreição constituem a atuação de sua palavra e o cumprimento da revelação.
Toda a vida de Cristo é revelação do Pai: suas palavras, sua maneira de ser e de falar, Jesus pode dizer:”quem  em vê, vê o Pai”.(Jo.14,9) e o Pai pode dizer: “Este é o meu filho, o eleito, ouvi-o”.(Lc.9,35). Cristo passou por todas as idades de sua vida, restituindo com isto aos com Deus a comunhão com Deus.
Oração supõe um esforço e uma luta contra nós mesmos e contra os embustes do tentador. O embate da oração é inseparável do “combate espiritual” necessário para agir habitualmente segundo o Espírito de Cristo: reza-se como se vive, porque se vive como se reza.
Como o fermento na massa, a novidade do Reino deve levar o mundo pelo Espírito de Cristo:Deve manifestar-se  pela  instauração da justiça, nas relações pessoais e sociais, econômicas e internacionais, sem jamais esquecer que não existe  estrutura justa, sem seres humanos que queiram ser justos.
Feliz Páscoa! Que Cristo ressuscitado permaneça em vossos corações até o fim.

Abraços Decolores.


Isabel

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mistérios da Vida de Cristo


Filho Eterno de Deus

                 Cristo é o primogênito entre muitos irmãos. É o Filho eterno de Deus conforme a trindade. Não há senão um só Deus, e Ele é reconhecido como Pai pelos que, mediante a fé em seu Filho único, renasceram dele pela água e pelo Espírito. Retomando a expressão de São João ("O Verbo se fez carne" Jo 1,14), a Igreja denomina "Encarnação" o fato de Filho de Deus ter assumido uma natureza humana para realizar nela a nossa salvação. Em um hino atestado por São Paulo, a Igreja canta o mistério da Encarnação: Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus: Ele tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz! (Fl 2,5-8).
A verdade é que Cristo é o caminho para o Pai, pois o  coração assim decidido a se converter aprende a orar na fé. A fé é uma adesão filial a Deus, acima daquilo que sentimos e compreendemos. Tomou-se possível porque o Filho bem-amado nos abre as portas para o Pai. O Filho é a Palavra definitiva do Pai, de sorte que depois dele não haverá outra Revelação. Sejamos a exemplo de Cristo verdadeiros filhos de Deus.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mistérios da vida de Cristo - Cristo e o Espírito Santo

                 Jesus ao entregar seu espírito nas mãos do Pai, ressuscitado dos mortos pela Glória do Pai, sopra o Espírito Santo sobre os discípulos e a partir desta hora, a missão de Cristo e do Espírito passa a ser missão da Igreja, “Como o Pai me enviou, também, eu vos envio”.
Por ser o Espírito Santo a unção de Cristo, é Cristo, a cabeça do corpo, que o difunde em seus membros, para alimentá-los, curá-los, organizá-los em suas funções mútuas, vivificá-los, enviá-los a testemunhar, associá-los à sua oferta ao Pai e à sua intercessão pelo mundo inteiro.
A plenitude do Espírito não devia ser apenas do Messias, devia ser comunicada a todo o povo messiânico e os apóstolos repletos do Espírito Santo começam a proclamar “as maravilhas de Deus”, os que creram na pregação apostólica e que se fizeram batizar também receberam o dom do Espírito Santo.
O Espírito Santo e a Igreja cooperam para manifestar o Cristo e sua obra de salvação na liturgia, principalmente na Eucaristia, a liturgia é memorial do Mistério da Salvação.
A epíclese (invocação sobre) é a intercessão na qual o sacerdote suplica ao Pai que envie o Espírito Santificador para que as oferendas se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo, e para que ao recebê-los os fiéis, se tornem eles mesmos uma oferenda viva a Deus.
O poder transformador do Espírito Santo na liturgia apressa a vinda do Reino e a consumação do Mistério da Salvação, o Espírito Santo dá a vida aos que o acolhem e constitui para eles, desde já, “o penhor “ de sua herança.